A cidade, a religião e a escrita em “A vida mentirosa dos adultos” Isabela Discacciati
Invadida por uma “dor embaralhada”, a protagonista é atraída para um labirinto e, sozinha, deve escolher: deixar-se guiar por quem pensava ser ou agarrar os fios de uma nova trama por caminhos inexplorados dentro da cidade e de si mesma
“A amiga genial”: a obra-prima de Elena Ferrante Cauana Mestre
A obra de Elena Ferrante é um trabalho de escavação sobre o valor da escrita na tecelagem da existência feminina. Suas personagens escrevem ou narram a partir da perda, da devastação, do desamparo
As margens de Ferrante Natalia Timerman
O desafio para as mulheres, diz Ferrante, é “usar com liberdade a jaula na qual estamos presas”, é “habitar as formas e depois deformar tudo o que não nos contém por inteiro, que não pode de modo algum nos conter”
Sobre ser uma pessoa-plural, a única possibilidade Maria Carolina Casati
O que Elena Ferrante faz é belo e engenhoso. Ela convida outras mulheres à escrita, ela exalta e convoca o trabalho coletivo, a revisão e a reconstrução do cânone
O fascismo e o fascistoide Manuel da Costa Pinto
A má-fé manipuladora, tanto de Mussolini quanto de Bolsonaro, fomentou a alucinação ideológica dentro de uma estratégia de ascensão ao poder pelo poder, desvinculada dos interesses das classes que lhes davam sustentação
Vidas de Adalgisa Danilo Thomaz
Livro reúne poesia completa da autora, que confrontou militares em sua carreira política e foi cassada pelo AI-5
Os anos de Annie Ernaux: o lugar da mulher em texto e filme Paula Sacchetta e Jonas Tabacof Waks
Com o filme “Os anos”, Annie Ernaux teve a possibilidade de re-ver seu passado, buscando as palavras mais justas para evocá-lo. O que chega ao espectador parece ser, no entanto, um acerto de contas com sua própria história
A retórica neutra dos desastres da ciência Manuel da Costa Pinto
Em “Quando deixamos de entender o mundo”, Benjamín Labatut inocula, borgianamente, uma alucinação na mente e nas vivências de físicos que tornaram nosso mundo incompreensível até mesmo para Einstein
A distopia do presente Manuel da Costa Pinto
A recorrência de narrativas distópicas indica uma percepção de que aquilo que antes era projetado no futuro já está se realizando diante de nossos olhos
O que quer uma mulher? Maria Rita Kehl
A liberdade preconizada por Maria Lacerda de Moura para as mulheres de sua época exigia, entre outras coisas, uma grande capacidade de improvisar a própria vida para não ser condenada ao inexorável destino do casamento





