O massacre da serra elétrica de ouro
O personagem Leatherface na cena final do filme "O massacre da serra elétrica", de 1974 (Reprodução)
Impossível ver a cena em que Javier Milei, presidente da Argentina, presenteia Elon Musk, super-rico, dono da rede social X, com uma motosserra de ouro sem lembrar o filme de terror O massacre da serra elétrica. O filme, do chamado “terror B” ou slasher, é uma combinação de psicopatia e sanguinolência, cuja primeira versão foi lançada em 1974, tendo como diretor e roteirista Willard Tobe Hooper que, alguns anos depois, dirigiria o igualmente popular Poltergeist. O massacre da serra elétrica foi o primeiro de uma onda de filmes de terror desenfreado que rendeu 30 milhões de dólares de bilheteria sendo que teve um baixíssimo custo de produção, usou atores desconhecidos e foi rodado em poucas semanas. Não por acaso, foi indicado ao famoso “Framboesa de Ouro”, a paródia humorística do Oscar, dado aos piores filmes de cada ano, embora logo que tenha se tornado um clássico no seu estilo. O filme teve mais quatro versões, que os críticos reputam pioradas a cada vez, mas que mantiveram o essencial do pavor que os constitui, a saber, o que podemos chamar, com Julio Cabrera, de “conceito-imagem” do pânico em estado puro sem retorno e sem esperança. Por sua violência extrema, o filme foi proibido em muitos países, inclusive no Brasil, embora hoje possa ser visto livremente em plataformas digitais familiares como o YouTube pelo mundo afora.
O filme original da sequência conta a história de um grupo de jovens que visitam a casa abandonada onde alguns deles viveram durante a infância no interior do Texas. Tendo ido ao cemitério local para
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