Molière mon amour

Molière mon amour
Divulgação

O que é ser artista num país com um culto exorbitante à celebridade? A questão é colocada por Sandra Corveloni, diretora da peça L’Illustre Molière, que estreia neste mês no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo.

“Pretendemos fazer com que, além de se divertirem, as pessoas valorizem o trabalho artístico, que anda um pouco desvalorizado, e se façam essa pergunta”, diz Sandra, premiada como melhor atriz no Festival de Cannes, em 2008, pelo filme Linha de Passe, de Walter Salles.

Em uma espécie de metalinguagem, o espetáculo procura recriar dentro do palco o teatro do dramaturgo francês Molière (1622-73). “Mostramos como ele conseguia reproduzir a sociedade de forma tão realista e como teve coragem de criticá-la em sua obra, não apenas por meio de uma sátira, mas fazendo um retrato da sociedade – e é para isso que serve a arte: fazer-nos refletir sobre o comportamento humano”, diz Sandra.

A peça também reproduz as dificuldades da companhia teatral do século 17: “Abordamos toda a parte prática, por exemplo, como conseguiam se manter financeiramente, colocando em cena toda a preocupação que Molière tinha nesse sentido”.

Para definir a peça, que terá 23 sessões ao longo de maio e junho, conclui: “É quase uma declaração de amor a Molière e ao teatro”.

Onde: Teatro Aliança Francesa – R. General Jardim, 182, São Paulo (SP)
Quando: até 30/6
Quanto: R$ 10 a 15
Info.: (11) 3017-5699

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