Sob o signo da imaginação cênica

Sob o signo da imaginação cênica
Cartaz da montagem de O verdugo no Teatro Oficina (Reprodução)
  Se o teatro brasileiro trilhou, no final da década de 1950 e início da década de 1960, um notável caminho de interlocução política com o país, desejando veicular ideias que julgava fundamentais para a transformação da sociedade, o ano de 1966 testemunhou o surgimento de uma geração de criadores disposta a expressar uma nova mentalidade e alargar as fronteiras da dramaturgia nacional. As principais tendências formais e temáticas que conviviam nos palcos brasileiros de então eram veiculadas pelas “peças desagradáveis” de Nelson Rodrigues, pela comicidade popular de Ariano Suassuna, pelo misticismo e fanatismo religioso explorado por Dias Gomes, pela saga rural de Jorge Andrade e pelo teatro político de clara vocação para a forma épica de Bertolt Brecht, identificado na dramaturgia de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho. Em outra frente de trabalho, certa continuidade da estrutura formal e do espírito do teatro de revista e do cabaré literário europeu era identificada nos shows musicais, na linha de Opinião e Liberdade, liberdade, com forte engajamento político. Primeiro entre os novos autores a surgir, Plínio Marcos é saudado pela crítica como um acontecimento original, ao lançar mão de uma atmosfera de expressionismo confessional e investir em um naturalismo perturbador. Pouco tempo depois, profundamente influenciada por essa nova moldura dramatúrgica, surgiria a chamada “geração de 69” – formada por Antonio Bivar, Consuelo de Castro, Isabel Câmara, José Vicente e Leilah Assumpção –, qu

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