Chegou a hora dessa gente bronzeada ganhar editais

Chegou a hora dessa gente bronzeada ganhar editais
Detalhe da obra “Cantos de esquinas” (2019), de Maxwell Alexandre
  É hora de dar à cultura o seu devido valor. Cultura em seu sentido radical do próprio fazer humano no planeta, não apenas como campo da produção artística. É a cultura como grande política, como responsabilidade capital do Estado, como vetor fundamental da economia – sobretudo como produção de subjetividades diversas –, que é o que nos interessa aqui. A era da “cultura” como consumo burguês, acessória e tecnocrata, anacrônica, especialmente em um país como o Brasil. A cultura está para a nossa riqueza assim como a biodiversidade está para o nosso patrimônio. É preciso investir no povo, cuidar do que é nosso, valorizar e distribuir melhor nossas riquezas. Também é hora de acabarmos com a ridícula e nefasta “guerra cultural” promovida pela extrema direita internacional e seus neofascistas da terra plana brasileira, que tem no ataque à cultura a bandeira da sua própria cultura. É o negacionismo científico, a censura artística, o conservadorismo hipócrita, a religiosidade fundamentalista e, acima de tudo, a desinformação produzindo subjetividades reacionárias e tristes. Embora o conceito de cultura possa abarcar toda a produção humana – afinal, somos constituídos pela cultura, e tudo o que fazemos a constitui –, faz sentido a subdividirmos em campos para organizar melhor o futuro. Nesse sentido, quando observamos o orçamento da União, é coerente que tenhamos divisões fiscais, previdenciárias, estatais, e subdivisões entre áreas de despesas, como educação, saúde ou “cultura” – neste caso, para o

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