Dossiê Jorge Amado
De um lado, é idolatrado como o ícone de um Brasil autêntico, como no romance Gabriela, Cravo e Canela, ou reverenciado por expor realidades sociais cruéis, como em Terras do Sem-Fim ou Capitães da Areia.
De outro, é o escritor que repropõe o status quo desigual do país, ao criar personagens tipifi cados e sem mobilidade social; mais que isso, teria representado o brasileiro na medida para o consumo externo: passivo, sensual e feliz.
Essa complexa contradição que sempre andou de mãos dadas é o que faz de Jorge Amado, que completaria 100 anos no próximo dia 10 de agosto, um dos temas mais desafi adores de nossa literatura.
Para enfrentá-lo, a CULT convidou especialistas de várias áreas do saber para desvendar esse dínamo ainda vivo de nossa cultura .
(2) Comentários
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Gostaria de saber se o dossiê já está concluído,ou se ainda há interesse por artigos sobre a obra de Jorge Amado.
Sou Professora Dra. em literatura e tenho um artigo inédito sobre um romance do autor.
Cordialmente,
Professora Dra. Denise Rocha
Em seus livros Jorge Amadao também cria muitos personagens com mobilidade social, nem sempre passivo e feliz. Podemos verificar isso em João Bala, de Capitães da Areia, Pedro Arcanjo, de Tendas dos Milagres, e mais ainda, na trilogia Os Subterrâneos da Liberdade, Seara Vermelha ou O Cavaleiro da Esperança.