Caso Mateus

Caso Mateus

A “Trilogia da Bênção” é uma série de contos literários que pretende explorar as complexidades da subjetividade humana, especialmente as tensões entre desejo, vulnerabilidade e relações familiares. Cada história acompanha personagens que enfrentam conflitos internos e externos, navegando entre expectativas sociais, familiares e suas próprias buscas por reconhecimento e pertencimento.

Os casos de Mateus, André e Luiz são narrativas que se desenrolam em contextos onde o silêncio e o não-dito têm papel central, revelando as dificuldades e os processos de transformação vividos por cada um. O espaço da escuta psicanalítica — presente na voz do narrador, que acompanha esses trajetos a partir do consultório — da reflexão e do encontro consigo mesmo aparece como elemento importante para essas jornadas.

Mais do que relatos isolados, esses contos formam um conjunto que busca oferecer um olhar sobre as experiências humanas contemporâneas, convidando o leitor a refletir sobre as múltiplas formas de existir e se reinventar diante dos desafios da vida.

Os relatos que compõem “A Trilogia da Bênção” foram elaborados a partir da escuta clínica, mas construídos como ficção literária, de modo a preservar a identidade e a privacidade dos sujeitos que inspiraram essas histórias. Qualquer semelhança com pessoas reais é intencionalmente evitada, respeitando o sigilo e a ética do processo terapêutico.


Mateus caminhava descalço pelo apartamento vazio, a poucos metros da casa dos pais. Seus passos ecoavam pelas paredes nuas, reverberando como um lembrete do silêncio que o cercava. Passou a mão pela superfície fria da bancada da cozinha, abriu as janelas e respirou fundo, tentando puxar para dentro aquele ar novo, ainda estranho. O cheiro da tinta fresca misturava-se ao ar úmido da chuva que entrava, um convite para que o espaço começasse a viver.

— Estou construindo minha casa — murmurou para si mesmo, como se precisasse repetir para acreditar. A reforma se arrastou por meses, entre decisões adiadas e dúvidas silenciosas.

Uma chuva fina caía lá fora quando Mateus chegou ao consultório, alguns minutos antes do horário marcado. Entrou com o mesmo passo contido, carregando consigo o peso das palavras que ainda não sabia dizer. Enquanto esperava, observava as gotas deslizando pela janela, e parecia acalmar a inquietação que o acompanhava.

Quando o convidei para entrar, ele sorriu com aquela mistura de cansaço e coragem, e avisou:

— Hoje vai ser pesado!

Mateus completou quarenta anos recentemente e começou a me contar sobre a bancada da cozinha, o cheiro de tinta fresca e a chuva que caía na noite anterior, quando ele estava no apartamento em que queria morar. Alto, corpo esculpido por anos de academia, impressionava pela beleza e, sobretudo, pela doçura — um traço que destoava da fortaleza que seu corpo ostentava. Seu corpo era uma armadura — firme, impenetrável, erguida para conter o mundo lá fora. Uma proteção diária, um escudo contra a fragilidade que não podia mostrar.

Mas, nesses três anos de análise, aquele corpo montado começava a ceder lentamente. As placas rígidas, antes impenetráveis, afastaram-se, dando lugar a uma pele delicada, quase translúcida, onde a vulnerabilidade, tímida e silenciosa, finalmente encontrava espaço para respirar.

Era ali, naquele espaço seguro, que Mateus se permitia desarmar. Entre suspiros contidos e lágrimas, o que o corpo forte tentava esconder emergia.

— Se eu chorasse no trabalho como choro aqui, já teria perdido meu cargo — disse uma vez, com a voz embargada. — Será que um dia serei gerente da minha vida?

A pergunta ficou suspensa no ar, sem resposta, como uma sombra que se alonga entre o som e o silêncio, entre o gesto e a pausa. Ele fala, mas o que realmente ressoa é um campo invisível, um espaço onde o sentido se dobra e se desdobra, onde o não-dito pesa tanto quanto o pronunciado. O que chega aos ouvidos não é o exato, mas uma angústia que pode ser interpretada, decifrada nas sombras do falar. É ali, nesse limiar tênue, que a escuta acontece — não como um ato de captar, mas de tomar em consideração o que se revela nas entrelinhas.

Mateus contou sobre sua sexualidade aos pais aos vinte anos. Depois, o silêncio. Um vácuo que não deixava espaço para palavras, como se o que foi dito tivesse sido engolido pelo ar da casa. Morava com os pais desde sempre, seguindo um caminho traçado por mãos invisíveis: Direito, a mesma faculdade do pai e do irmão mais velho. O escritório renomado que seu pai fundou há anos atrás. O irmão saiu cedo de casa, casou-se, e ocupou o lugar que parecia também reservado a Mateus — o escritório de advocacia na área nobre da capital paulista. O pai se aposentou.

Mateus escolheu outro caminho, um desvio discreto, uma ruptura calada. Há dois anos, decidiu sair do escritório e se dedicar à gerência de uma ONG de Direitos Humanos.

— Quero romper com o que esperam de mim. Quero me inventar. Talvez escolher outra família — confidenciou em outra sessão, como quem lança uma pedra no lago calmo.

O silêncio na casa de Mateus não era vazio: era denso, cheio de regras mudas. À mesa, bastava um olhar para que um assunto morresse antes de nascer. Mateus aprendeu a se mover nesse território de sombras, esperando, quem sabe, um dia ser visto inteiro.

Ele chegou à análise carregando o fim de um relacionamento recente, com um rapaz mais jovem — uma história que ele mesmo classificou como superficial, quase um ensaio. A família nunca conheceu nenhum dos namorados, nem este, nem os anteriores. Todos resguardados a encontros furtivos, reservados ao círculo íntimo dos amigos. Aos finais de semana, Mateus se permitia viver aquela relação, mas raramente dividiam a mesma cama. Os namoros não resistiram; Ele ainda buscava se encontrar, se construir.

Apesar de continuar morando com os pais, comprou um apartamento a poucas quadras dali, a trezentos metros da casa que o prendia e o protegia. Nas sessões, o futuro daquele espaço surgia como um sonho hesitante, uma aposta. A reforma se arrastava, sempre interrompida por decisões adiadas, dúvidas que se escondiam nas paredes ainda nuas.

— Estou construindo minha casa — repetia, como um mantra para se convencer.

Outras tentativas de relações vieram e se foram, sempre breves, sempre frágeis. Quando o parceiro tinha idade próxima à dele, Mateus sentia uma inquietação que o fazia recuar mais rápido, um movimento sutil que o protegia da exposição que ainda lhe causava desconforto. Enquanto isso, Mateus cuidava dos pais com dedicação: acompanhava consultas, fazia compras, era presença constante.

— Como morar sozinho, se eles precisam tanto de mim? — perguntava-se, entre a culpa e o desejo.

O peso do não-dito e o território invisível

O silêncio não era apenas ausência de palavras — era uma presença quase palpável, que se infiltrava nos gestos, nos olhares, nas conversas proibidas, como a sua própria sexualidade. O ar parecia carregado, como se o peso do não-dito ocupasse cada canto, cada sombra da casa. Mateus se movia nesse território invisível, buscando um espaço onde pudesse existir inteiro, sem fragmentos, sem máscaras.

Era como tentar atravessar uma barreira feita de amor e medo, onde ele era visto, mas não reconhecido. Na rotina familiar, era o filho sem sexualidade aparente, uma regra silenciosa que ordenava o convívio e calava o desejo.

Nos relacionamentos, havia uma resistência natural a confrontos diretos — um espaço onde o receio de se expor e o desejo de proteção se entrelaçavam, e onde o compromisso parecia algo ainda distante, por vezes inalcançável. Feridas antigas, marcadas por experiências difíceis e momentos não acolhidos, permaneciam latentes, invisíveis aos olhos, mas presentes no corpo e na alma.

Naquele espaço da clínica, ele parecia ganhar voz própria — ora acolhedora, ora aprisionante. O olhar do analista era sombra e luz, convite e desafio. As palavras surgiam como ondas tímidas, e o processo se desenrolava entre rupturas e reconstruções.

É nesse campo que Mateus pode sonhar e, ao mesmo tempo, enfrentar seus desafios em busca da liberdade de existir. Ali, ele se permite chorar sem medo, duvidar sem culpa, inventar sem pressa. Um laboratório delicado, onde pode experimentar a si mesmo fora das expectativas que o prendiam. Entre o construir e o desconstruir, entre o medo e a esperança, ele começava a trilhar um caminho que era, antes de tudo, uma liberdade em construção.

O desejo e o reconhecimento

Mateus era uma presença respeitada no campo dos direitos humanos — um gerente dedicado, cujo nome começava a ser reconhecido em outras organizações do setor. Convites para participar de seminários e fóruns sobre justiça social e inovação em políticas públicas chegavam com frequência. Seu currículo trazia uma trajetória marcada por esforço e dedicação, incluindo um doutorado conquistado na Europa. Tentou permanecer por lá, mas o caminho o trouxe de volta à casa dos pais. No universo das ONGs, Mateus se tornou uma referência — um líder capaz de promover transformações significativas.

Mas o sucesso não apagava a tensão silenciosa que carregava no corpo, uma pressão profunda que nascia da sensação de ser uma minoria invisível dentro do próprio lar. O reconhecimento externo não preenchia o vazio deixado pela ausência daquela bênção familiar, pelo olhar que o aceitasse inteiro. Era como se, mesmo admirado no trabalho, Mateus permanecesse invisível no espaço onde mais desejava ser visto.

Essa contradição — entre o que conquistava e o que vivia em seu íntimo — marcava sua subjetividade como uma ferida aberta. O corpo de Mateus carregava essa luta muda. Nos treinos diários, a armadura se reforçava, mas o suor que escorria era também um alívio, uma busca fugaz pela endorfina que amenizava o peso invisível.

O desejo que pulsava nele não era uma vontade qualquer; era uma força insistente, que resistia mesmo sem resposta. Preso entre duas margens — o que ele era de fato e o que o mundo, especialmente a família, esperava —, esse desejo criava um vazio, um espaço aberto na sua subjetividade.

Sem a bênção que reconhecesse sua verdade, Mateus navegava à deriva, entre o invisível e o negado. O olhar familiar que confirma, aceita, valida — esse era o que dava forma ao desejo, permitindo que ele se tornasse real, e não apenas um anseio oculto.

Pelas margens desse vazio, Mateus começava a desejar. Nas pequenas decisões — a escolha de um apartamento, um parceiro mais maduro, a coragem de dividir sua intimidade —, ele buscava construir um espaço onde pudesse existir sem esconderijos. A busca por reconhecimento não era só o desejo de ser visto, mas de ser aceito em suas contradições, fragilidades e forças. Era o esforço para que o “nós” que queria criar deixasse de ser sonho e se tornasse realidade compartilhada, reconhecida, celebrada.

O novo amor e a coragem de existir

Há cinco meses, Mateus cruzou os olhares com Antônio em um café no centro da cidade, numa tarde de intervalo entre reuniões. O aroma forte do café fresco misturava-se ao murmúrio contido das conversas, enquanto a luz suave filtrava-se pelas janelas, desenhando sombras tênues sobre as mesas. Ele se levantou, atravessou o espaço e foi até a mesa de Antônio, que o convidou a se sentar.

A prosa rolou solta, fluindo com naturalidade, como se o tempo tivesse desacelerado para permitir aquele encontro. Só foi interrompida pela urgência das agendas que os puxavam de volta à rotina. Mais tarde, naquele mesmo dia, se viram novamente — o beijo veio rápido, urgente, e o desejo, sem rodeios, os levou a se encontrarem logo após o trabalho. Corpo contra corpo, sem hesitação, como se o tempo precisasse ser devorado.

Desde então, esses cinco meses têm sido um terreno de descobertas e medos para Mateus. Em uma das sessões, ele falou desse novo território: o medo de fugir de novo, a dúvida sobre como amar sem se perder, a coragem de se permitir existir plenamente, mesmo diante do risco. Eu o escutei, atento ao que vacilava entre as palavras e os silêncios. Operava-se ali um campo onde o desejo e o medo podiam coexistir, onde o risco de amar era também o risco de se encontrar.

Mateus está apostando. Entre entregas e espaços, ele busca construir uma relação que seja mais que um sonho — um tempo onde possa ser visto, aceito e reconhecido, com todas as suas contradições e forças.

O ritual da separação: a casa própria e a autonomia

Mateus marcou o dia da mudança. Os móveis já estavam no apartamento.

— Descobri que preciso de um tempo sozinho, para entender como é romper com aquilo que esperavam de mim — confidenciou numa das últimas sessões antes da mudança, como se tentasse compreender mais o seu desejo.

Era a primeira vez que moraria sozinho, num lugar que construiu aos poucos, entre dúvidas e pequenas decisões. Esse gesto, que parecia simples, carregava um peso enorme. Mateus sentiu o choro preso na garganta, a saudade do que deixava para trás e a vontade urgente de romper com os laços invisíveis que o prendiam.

Em uma manhã, Mateus trouxe à tona aquele medo que o segurava, a voz interna que insistia em pedir para voltar, para se manter onde ainda era conhecido, mesmo que invisível. As palavras tropeçaram, os olhos se encheram de um brilho úmido — um choro contido que ameaçava romper. Ele fez uma pausa, segurou um copo d’água com as mãos trêmulas e tomou um gole lento, como se preenchesse o vazio que carregava.

Eu o acompanhei em silêncio, atento não só ao que dizia, mas ao que ficava nas entrelinhas, ao tremor que escapava entre as palavras, ao peso daquele instante suspenso.

— Você, que enfrenta os esportes radicais com coragem, que inventa no trabalho como quem cria mundos — agora, outra aventura. Outra fronteira. Será?

Sorrio, deixando a frase flutuar no ar, como um desafio silencioso.

Mateus me olha. Hesita. O olhar é um abismo — profundo, aberto, inquietante. Silêncio.

Algo se move. Uma fissura. Tênue. Real. No muro que o aprisiona.

O que vai surgir desse espaço? O medo? A liberdade? Ou apenas o eco do silêncio acolhedor que o sustenta?

O desejo o puxava para frente, para se afirmar como sujeito autônomo, dono da própria história e do próprio desejo. O medo segurava, tentava adiar o salto, buscava o conforto do que já era familiar.

Mateus sentiu que aquela mudança ultrapassava as paredes do apartamento. Era como se, ao abrir essa porta, ele deixasse para trás também uma parte antiga de si — uma passagem silenciosa e pesada, que o empurrava para um lugar novo, onde teria que se encontrar de verdade. Entre o orgulho e a dúvida, ele sabia que estava começando uma vida que seria só sua, um caminho incerto, mas necessário, para finalmente assumir as rédeas do próprio destino.

O encontro com a mãe e a esperança da bênção

O clima na casa dos pais estava tenso desde que Mateus anunciou que ia se mudar. A proximidade do dia espalhava uma inquietação visível nos olhares desviados e nas palavras que ficavam no meio do caminho.

Numa manhã, a mãe o chamou com a voz trêmula, dizendo que tinha acordado com a respiração ofegante, preocupada com ele. Perguntou a razão de ele não ter dormido em casa. Mateus respondeu, com um pouco de hesitação:

— Dormi na casa do Antônio

Ela então, com um tom mais duro, perguntou:

— Quem é esse garoto? Você está se mudando para poder ser gay?

Mateus sentiu o peso daquela pergunta e o silêncio que se seguiu. Com uma coragem que parecia nova até para ele, disse:

— Estou apaixonado por ele, não é um garoto. Ele é um homem, e desta vez quero tentar ser eu mesmo, sem desistir.

Os olhos da mãe se encheram de lágrimas. Ela recuou, buscando as palavras certas, e perguntou, quase entre o medo e a dúvida:

Os olhos da mãe se encheram de lágrimas. Ela recuou, buscando as palavras certas, e perguntou, quase entre o medo e a dúvida:

Mateus, com o rosto molhado pelas lágrimas, disse:

— Eu estou indo morar sozinho, e quero que um dia eu possa trazer Antônio para um almoço de domingo, e que a senhora saiba que tenho alguém importante na minha vida. Não precisa chamá-lo de genro, mas que saiba que ele existe.

Ele sabia que o pai talvez nunca aceitasse um almoço assim, principalmente na presença dos netos, filhos de seu irmão. Mas, apesar disso, apostava numa possível presença acolhedora da mãe — na esperança de que, um dia, ela pudesse abrir espaço para que Antônio estivesse ali, mesmo que só em um almoço.

Emocionada, ela lhe disse:

— Eu desejo que você seja feliz no caminho que escolher…

Aquela conversa foi um lampejo — uma pequena bênção que ainda não era completa, mas que abriu uma fresta para a esperança.

O Espaço do Desejo e o quadro na parede

Era uma manhã de sábado quando Mateus levou consigo a última mala de roupas para o apartamento. Entre as malas, carregava um quadro que pintou quando criança — uma lembrança que o pai nunca quis ver pendurado na parede. Era a imagem de uma criança correndo num jardim, com a bermuda rosa choque e os cabelos lisos e esvoaçantes, como ele mesmo aos cinco anos, numa liberdade que ainda buscava. Mateus sabia exatamente onde pendurar o quadro: na parede em frente à porta da sala, um lugar onde não poderia mais ser ignorado.

Ele fechou a porta do apartamento. O silêncio agora era outro. Não mais o peso antigo, mas um campo aberto — onde o desejo, tímido, arriscava o primeiro suspiro.

O que poderia nascer ali? Lá fora, o mundo continuava complexo, cheio de muros invisíveis e silêncios que ferem. Mas dentro dele, algo começava a se mover: a promessa de inventar um caminho próprio, onde o amor e o reconhecimento não precisassem ser pedidos, mas construídos.

No meio daquela arrumação, o celular colado ao corpo vibrou. Era Antônio, numa chamada de vídeo. O rosto dele iluminava a tela, sorridente e tranquilo.

— Espero que essa nova vida seja doce com você! Comprei duas garrafas daquele vinho para a gente comemorar — disse Antônio, com a voz suave.

Mateus sorriu, olhando ao redor para a bagunça de caixas e malas ainda por arrumar.

— Também comprei aquele espumante que você gosta, mas esse é o presente de casa nova — continuou Antônio, com um tom gentil. — Sugiro que você abra sozinho, para brindar a sua primeira casa. Sei que esse lugar é seu e o quanto você demorou para isso.

Mateus sentiu um calor no peito.

— Quer vir aqui hoje com essa bagunça? Você dá conta desse caos? — perguntou, meio brincando.

Antonio riu, com a calma que só ele tinha.

— Você decide. Estou por aqui, e você tem seu tempo, mas sei que esse é o seu lugar para crescer, para ser inteiro.

Entre eles, ficou uma pausa confortável, carregada de uma cumplicidade que não precisava de pressa nem de pressões.

E ali, naquele silêncio compartilhado, Mateus sentiu que estava, enfim, começando a habitar a si mesmo — com todas as suas cores, sombras e luzes.

José Alberto Roza é Psicanalista/Psicólogo Clínico. Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Professor e Pesquisador em Saúde Mental, Gênero e Sexualidade.

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