O mestre da ficção analítica

O mestre da ficção analítica
Thomas Mann em retrato de 1906 (Eth-Bibliothek Zürich, Thomas-Mann-Archiv)
  “A tarefa do escritor de romances não é narrar grandes acontecimentos, mas tornar interessante os pequenos.” Thomas Mann   Thomas Mann tinha tanta notoriedade que, mesmo após ter ganhado em 1929 o prêmio Nobel de Literatura, voltou a ser indicado em 1948 à láurea pelos membros da Academia Sueca; mas, na ocasião, quem ganhou foi o poeta T. S. Eliot (que, na verdade, nasceu nos Estados Unidos, embora comumente achem que ele é britânico). Lembrando que, quando ganhou o cobiçado prêmio, ele já havia publicado clássicos como Os Buddenbrook (1901), seu primeiro romance (aos 25 anos de idade); A morte em Veneza, em 1912; e A montanha mágica, em 1924. Em 2025, celebramos os 150 anos do nascimento e os 70 da morte desse que é considerado, com seus ensaios, novelas e romances, um dos mais importantes escritores do século 20. Suas obras foram traduzidas para mais de 40 idiomas e venderam milhões de cópias, e até hoje ele e sua produção são matéria-prima de diversos estudos e teses. Nascido em Lübeck, Alemanha, em 1875, ele se exilou nos Estados Unidos após a ascensão do nazismo em 1933 e só retornou à Europa em 1952 para viver na Suíça até sua morte, em 1955. No exílio, converteu-se em cidadão americano (em 1944) e foi um engajado ativista contra o regime fascista. No período, realizava discursos no rádio (nomeados de “Ouvintes alemães!”) que eram direcionados à população alemã e clamavam sem pudor à resistência contra Hitler. Thomas Mann teve um papel importante enquanto esteve no desterro. Os aliados providenciar

Assine a Revista Cult e
tenha acesso a conteúdos exclusivos
Assinar »

TV Cult