Estante CULT: George Steiner, Djamila Ribeiro, Atiq Rahimi

Estante CULT: George Steiner, Djamila Ribeiro, Atiq Rahimi
O escritor George Steiner (Divulgação)
  Os recentes relançamentos de Nenhuma paixão desperdiçada e Lições dos mestres (editados pela primeira vez no Brasil, respectivamente, em 2001 e 2003) convidam à fruição da crítica literária exercida por um intelectual notável, George Steiner. Nascido em 1929, em Paris, ele se muda para Nova York com a família em 1940, diplomando-se aos vinte anos em matemática, ciências físicas e letras pela Universidade de Chicago, formação esta que será posteriormente completada com o mestrado em Harvard e o doutorado em Oxford. No início dos anos 1950, em Londres, integra a equipe editorial da revista Economist e em 1956 retorna aos Estados Unidos, a convite da Universidade de Princeton. De volta à Inglaterra na década seguinte, torna-se professor em Cambridge e, posteriormente, assume a cadeira de Literatura Comparada em Oxford, atuando também como crítico da revista New Yorker e de outros periódicos. Entre suas principais obras figuram Tolstói ou Dostoiévski? (1958), A morte da tragédia (1961), Linguagem e silêncio (1967), A cultura contra o homem (1971), Depois de Babel (1975), Antígones (1984) e Uma certa ideia de Europa (2005). Segundo o próprio autor, os ensaios de Nenhuma paixão desperdiçada foram escritos sob duas grandes fontes de pressão. A primeira delas diz respeito aos próprios estudos literários contemporâneos, que, balizados por movimentos como “teoria crítica”, “pós-estruturalismo” e “pós-modernismo”, têm conferido à obra literária uma miríade de apropriações tão infinitas como arbitrárias, revelando

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