Especial Angela Davis

Especial Angela Davis
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Arte Andreia Freire | Foto cortesia de Angela Davis

 

A Revista CULT de outubro traz um especial sobre a trajetória e o pensamento da filósofa e ativista Angela Davis, cujo livro Mulheres, raça e classe, originalmente publicado em 1981, acaba de ser lançado no Brasil pela Boitempo. Segundo Djamila Ribeiro, que assina um dos textos da edição, a obra pode ser considerada uma obra-prima não só pela qualidade teórica, mas porque desafia uma dita epistemologia dominante e promove um contra discurso potencialmente revolucionário para a prática política. Um registro fundamental para aprofundar o olhar sobre nossos tempos.

A historiadora Raquel Barreto, autora da dissertação Enegrecendo o feminismo ou feminizando a raça: narrativas de libertação em Angela Davis e Lélia Gonzalez disseca a trajetória da filósofa, desde o seu nascimento na cidade de Birmingham, no sul dos Estados Unidos, uma das mais segregadas do país, até a publicação de uma de suas principais obras, Are prisons obsolete?, de 2003. O interesse de Davis pela filosofia, sua adesão ao Partido Comunista e aos Panteras Negras, sua prisão na década de 1970 e a campanha por sua libertação são apenas alguns dos momentos destacados na edição.

A influência de Angela Davis em movimentos negros, feministas e acadêmicos no Brasil aparece na reportagem “Ecos brasileiros”, de Amanda Massuela. Feministas negras e acadêmicas, que estiveram com Angela em suas diversas passagens pelo Brasil, relatam a importância teórica e prática da filósofa, cujo pensamento ainda tem pouca penetração no ambiente acadêmico brasileiro, mas aos poucos começa a inspirar um número cada vez maior de trabalhos.

O material na íntegra você confere na edição de outubro da CULT, que traz ainda o Dossiê Raymond Williams, expoente do marxismo ocidental, e entrevista com a historiadora italiana Silvia Federici. Já nas bancas!

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