Privado: Escuta aqui

Privado: Escuta aqui
Foto: Marcelo Naddeo por Ernane Guimarães Neto Maria Rita Kehl foi jornalista antes de se tornar psicanalista. Juntando essas disciplinas, desenvolveu uma forma de crônica em que analisa o noticiário identificando sintomas da psique brasileira. O estilo carregado de coloquialidade e referências pop facilitou a comunicação com os leitores dos jornais, revistas e sites para os quais tem escrito. No ano passado, ela exerceu essa atividade regularmente em O Estado de S. Paulo, origem da maior parte dos textos reunidos em Dezoito Crônicas e Mais Algumas (Boitempo). A autora lança, portanto, uma obra de apelo mais geral do que O Tempo e o Cão (Boitempo), tríade de ensaios sobre a depressão que lhe rendeu o Prêmio Jabuti na categoria não ficção. Kehl teve sua coluna interrompida em outubro passado, logo após publicar uma crônica sobre o voto da classe média. “Dois Pesos...”, na qual critica mensagens que corriam pela internet desqualificando o voto dos beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família, tornou-se popular nas redes sociais e marcou o debate eleitoral. Essa e outras crônicas que buscam expor os recalques da sociedade brasileira estão na coletânea, que deve chegar às livrarias no final do mês. CULT – Ao descrever o filme Cronicamente Inviável, a senhora fala da “indignação moral meio infantil” que acometeu o diretor Sérgio Bianchi, que depois amadureceria. O que impede a classe média de amadurecer politicamente? Maria Rita Kehl – Não sei se posso responder com justeza a essa pergunta. A primeira resposta que me o

Assine a Revista Cult e
tenha acesso a conteúdos exclusivos
Assinar »

Novembro

Artigos Relacionados

TV Cult