Diversidade completa no repertório de Iberê Carvalho

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Diversidade completa no repertório de Iberê Carvalho
(Crédito: Felipe Giubilei)
    Se na música popular brasileira a viola dedilhada expressa lirismo, na música brasileira de concerto a viola de arco tem sido arma de visibilidade para os artistas negros. Chefe do naipe de violas da Orquestra Sinfônica de Santo André e conselheiro do Instituto Rouanet, o paraibano Iberê Carvalho criou em 2023 o Ubuntu Ensemble, que vem se apresentando nas principais capitais do país. Na música de concerto, a viola é tema de incontáveis – e infames – piadas, por vezes estigmatizada como espécie de “prima pobre” do violino. Seguindo a história de muitos violistas, Iberê musicalizou-se em sua João Pessoa natal aprendendo violino pelo método Suzuki na escola em que sua mãe lecionava, aos oito anos. Ingressou em um conservatório estadual e na Orquestra Infantil da Paraíba até, aos 13 anos, receber um ultimato da maestra argentina Norma Romano: trocar de instrumento ou abandonar a música. Entristecido, Iberê adotou a segunda opção e foi vender seu violino para um luthier. Ao reparar nas mãos grandes do garoto, o profissional lhe sugeriu experimentar um instrumento semelhante, porém um pouco maior: uma viola. Foi uma revelação. Vendendo um computador que a mãe tinha tirado em um consórcio, ele pôde adquirir o instrumento – para espanto de seus colegas de escola. Faltavam-lhe paradigmas negros de excelência em sua área – e um encontro importante foi com Carlos Aleixo no Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. “Eu nunca tinha visto um professor de festival que era negro, dout

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