Beatrice Monti della Corte: “deixei de lado a ideia de que o futuro pode ser muito pequeno”

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Beatrice Monti della Corte: “deixei de lado a ideia de que o futuro pode ser muito pequeno”
(Alessandro Moggi Studio/Santa Maddalena Foundation/divulgação)
  Beatrice Monti della Corte, a baronesa italiana que, através da Galleria dell’Ariete, ajudou a definir vanguardas artísticas no século 20 – impulsionando carreiras de alguns dos mais celebrados artistas visuais italianos, como Lucio Fontana e Tancredi –, completa 100 anos em 2026. Desde o ano de 2000, Della Corte administra um dos polos criativos mais expressivos do mundo em sua propriedade na Toscana: a Santa Maddalena Foundation, espaço que homenageia seu marido, Gregor von Rezzori (nascido em 1914 na Bucovina, parte do Império Áustro-Húngaro, e falecido em 1998 – autor de Memórias de um antissemita, livro publicado no Brasil pela Todavia), e que testemunhou a criação de vários clássicos literários contemporâneos. De Michael Cunningham a Atiq Rahimi, de Olga Tokarczuk a Amitav Ghosh, muitos dos principais escritores vivos já se deslocaram (ou se deslocam com frequência – casos, por exemplo, de Emmanuel Carrère, Zadie Smith e John Banville) à Donnini para escrever suas obras e, sobretudo, para estar junto de Beatrice. Às vésperas de seu aniversário, celebrado no dia 21 de março, Della Corte – acompanhada de Pablo Maurette, escritor argentino que dirige a recém-inaugurada biblioteca da Santa Maddalena Foundation – conversou com a Cult por chamada de vídeo. Em dezembro de 2023, a senhora deu uma entrevista para Laura Rysman, do The New York Times – naquele momento, a biblioteca da Santa Maddalena Foundation estava sendo construída. O perfil de Rysman termina da seguinte maneira: “ ‘Há pessoas idosas que

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