A poesia não é um luxo, um inédito de Audre Lorde

A poesia não é um luxo, um inédito de Audre Lorde
Audre Lorde em um café no mercado Winterfeldtmarkt, Berlim, 1992 (Foto: Dagmar Schulz/Universidade Livre de Berlim)
  Levou 35 anos para que o mais celebrado livro de Audre Lorde (1934-1992) chegasse ao Brasil. Irmã outsider, lançado neste mês pela editora Autêntica, reúne 15 escritos de não ficção produzidos entre 1975 e 1983 pela poeta, escritora e ativista norte-americana, filha de imigrantes caribenhos, nome central para o desenvolvimento da teoria feminista contemporânea. São ensaios e conferências que costuram temas recorrentes em seus nove livros de poesia e cinco de prosa: sexualidade, autocuidado, racismo, amor, sexismo, classe, LGBTfobia. Mulher negra, lésbica, socialista, mãe e feminista, Audre Lorde escreveu a partir da sua própria posição de “outsider”; como alguém que com frequência se via fazendo parte de algum grupo no qual era definida como “difícil”, “inferior” ou “errada”. Com a compreensão de que as opressões se acumulam sobre as pessoas de forma não hierarquizada, ela confronta, nesses textos, a “inabilidade de reconhecer o conceito de diferença como uma força humana dinâmica, mais enriquecedora do que ameaçadora para a definição do indivíduo quando existem objetivos em comum”. Irmã outsider reúne alguns de seus escritos mais famosos, como “Usos do erótico: o erótico como poder”, “Idade, raça, classe e sexo: mulheres redefinem a diferença”, “Uma carta aberta a Mary Daly” e “Os usos da raiva: mulheres respondem ao racismo”. A seguir, a CULT publica com exclusividade o inédito “A poesia não é um luxo”, no qual a autora – que se afirmava, antes de tudo, poeta – questiona uma pre

Assine a Revista Cult e
tenha acesso a conteúdos exclusivos
Assinar »

Artigos Relacionados

TV Cult