Paulo Mendes da Rocha: “Um dos paradigmas da arquitetura é evitar o desastre”

Paulo Mendes da Rocha: “Um dos paradigmas da arquitetura é evitar o desastre”
Há setenta anos em atividade, Paulo Mendes da Rocha é o arquiteto brasileiro mais premiado de todos os tempos. Ele recebeu a CULT em seu escritório, na região central de São Paulo, onde falou sobre segregação, o legado que irá deixar e os paradigmas da arquitetura   Paulo Mendes da Rocha costuma ser identificado como arquiteto. Engano. Muito além de suas magníficas obras de arte em concreto e das revigorantes intervenções em prédios históricos, está em ação o tempo todo um filósofo. Um filósofo nos moldes pré-socráticos, que vai tecendo seu pensamento em diálogo generoso com o outro, somando a isso uma vivência de leituras pontuais para traçar o pensamento contemporâneo. Como ele próprio afirma nesta entrevista concedida à CULT em seu escritório, na região central de São Paulo, “o grande tema da arquitetura não é o edifício como fato isolado, mas sim a construção da cidade”. No caso, a construção do conhecimento de cidadania. Paulo – ele detesta o tratamento cerimonioso e insiste na conversa plantada na planície – vive um momento especial. É o arquiteto brasileiro mais premiado de todos os tempos. Entre os inúmeros prêmios, há os famosos Mies van der Rohe, mais importante da arquitetura europeia, e o Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Em 2016, aos 87 anos de idade e em plena atividade – ele inaugurou o monumental Museu dos Coches, em Lisboa, Portugal, no ano passado –, Mendes da Rocha ganhou três importantes prêmios outorgados por instituições de prestígio na Itália, no Japão e na Inglaterra.

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