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	<title>Revista Cult &#187; exposição</title>
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	<description>Site da Revista CULT</description>
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		<title>O futuro e o passado do punk</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 20:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
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		<category><![CDATA[punk]]></category>

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		<description><![CDATA[Martin Sorrondeguy fala de exposição fotográfica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31641" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a rel="attachment wp-att-31641" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2013/04/o-futuro-e-o-passado-do-punk/padreyhijo/"><img class="size-full wp-image-31641 " title="Martin Sorrondeguy/Divulgação" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/padreyhijo.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Padre y hijo&quot;, a foto preferida de Martin Sorrondeguy</p></div>
<p><em> Helder Ferreira</em></p>
<p>Martin Sorrondeguy é o tipo de pessoa que pode ser chamada de “punk das antigas”. Nascido no Uruguai mas criado em Chicago, EUA, ele se envolveu, ainda adolescente, com a cena <em>hardcore</em> e <em>punk-rock </em>dos anos 1980, que passou a registrar com sua câmera.</p>
<p>Não satisfeito em apenas fotografar os músicos punks, ele também resolveu se tornar um deles, ao fundar a banda Los Crudos e ser vocalista da Limp Wrist, uma das principais bandas contemporâneas de estilo <em>queercore</em>, em que a temática é GLBT e as letras são a favor dos direitos homossexuais e contra a homofobia.</p>
<p>Agora, ele expõe o resultado de quase três décadas de experiência no cenário <em>punk</em> internacional na mostra “Get Shot”, em cartaz na Matilha Cultural, em São Paulo. Fazem parte da exposição 100 fotos, retiradas do livro homônimo lançado nos EUA, no ano passado, pelo selo Make a Mess Records (e ainda sem previsão de lançamento no Brasil), que registram os momentos mais marcantes da cultura <em>underground.</em></p>
<p>Em entrevista à CULT, ele fala sobre a exposição, o presente e o futuro do punk<em> </em>e sobre as discussões sobre os direitos homossexuais. Leia abaixo.</p>
<div class="ad-gallery"><div class="ad-image-wrapper"></div><div class="ad-controls"></div><div class="ad-nav"><div class="ad-thumbs"><ul class="ad-thumb-list"><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/BlackEye-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/BlackEye-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DontTellMeAboutTomorrow-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DontTellMeAboutTomorrow-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_3350-2-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_3350-2-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_5131-2-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_5131-2-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_7124-2.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_7124-2.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_7630-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_7630-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_8912-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/DSC_8912-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/Ecoli-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/Ecoli-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/MikesHouse-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/MikesHouse-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PadreYHijo-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PadreYHijo-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/Papapa-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/Papapa-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PeligroSocial-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PeligroSocial-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PRF-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PRF-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PunksInMexico-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/PunksInMexico-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/SubClinix-media.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/SubClinix-media.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li><li><a href='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/padreyhijo.jpg'><img src='http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/04/padreyhijo.jpg' title='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' alt='Foto: Martin Sorrondeguy/Divulgação' width='100' /></a></li></ul></div></div></div>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CULT &#8211; Como surgiu a ideia de expor em São Paulo?<br />
</strong><strong>Martin Sorrondeguy &#8211; </strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">A ideia da exposição surgiu em setembro, por causa do lançamento do livro, que é um diário visual que mostra como pode ser a vida de um punk que teve a oportunidade de viajar muito. Antes do lançamento, eu já planejava viajar em turnê com a exposição: comecei por São Francisco, Oakland, Texas, Chicago, Montreal, Toronto, Melbourne, Buenos Aires e, agora, chego a São Paulo.</span></p>
<p><strong><br />
Como você selecionou as fotos do livro e da exposição?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O livro compila 400 imagens tiradas entre meados dos anos 1980 e 2012. Eu comecei desenterrando os milhares de negativos acumulados durante anos e, depois, comecei a rever meu arquivo digital. Foi difícil selecionar, mas as imagens mais fortes foram as que passaram no corte.<br />
</span></p>
<p><strong>Você tem alguma fotografia favorita, que ache mais significativa?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Isto é difícil de responder porque há certas imagens que têm mais significado que outras. Algumas podem parecer visualmente esplêndidas, mas não carregam o mesmo peso de outras.</span></p>
<p>Uma imagem que é minha favorita é a “Padre e Hijo”. É uma foto, clicada na França, que mostra um jovem punk<em> </em>com seu pai, um artista, e eles estão se abraçando e se olhando&#8230; é tão impactante! O filho nutre uma completa admiração por seu pai. Essa imagem ainda me impressiona. E a amo!</p>
<p><strong>Você cobriu quase trinta anos da cena punk. O que mudou ao longo dessas três décadas?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Algumas coisas mudaram e outras continuaram do mesmo jeito. Muita gente mais velha se foi, alguns continuaram na cena. O que continua igual é que há sempre novas bandas com pessoas apaixonadas pela música e pelas crenças. </span><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Meu interesse em novas bandas ainda é forte: eu estou curioso para ver e ouvir o que punks irão trazer para este mundo – se será uma grande canção, um excelente fanzine, literatura ou arte. Isto continua fascinante para mim.</span></p>
<p><strong>Você fotografou apenas a cena punk<em> </em>estadunidense ou, também, a de outros países?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Fotografei diversos lugares: diversas cidades dos EUA, México, Japão, Uruguai, Argentina, Brasil, Austrália e na Europa.</span></p>
<p><strong>O punk<em> </em>continua representado hoje em dia?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">O punk é e continuará sendo algo relevante. Quando você chega ao coração das coisas, a música e sua popularidade são apenas um aspecto da cultura punk. Há artistas e pensadores incríveis que vieram do punk</span><em>. </em><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Só para citar alguns contemporâneos: Mateus Mondini, fotógrafo punk</span><em> </em><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">brasileiro, Guillem, artista de Barcelona, Diente, artista da Argentina, e Rich Jacobs, artista da Califórnia. Bandas são incontáveis. Gosto de DHK, do Peru, Mindinte Brain, de São Francisco, Nemisis, do Japão… há tantas que eu poderia continuar por páginas e páginas.</span></p>
<p><strong><br />
Você está ciente das discussões em voga no Brasil sobre o casamento homossexual, que tem sido rechaçado por muitas lideranças políticas ligadas à igrejas pentecostais? O que você pensa sobre a situação brasileira – a considera muito diferente do que acontece nos EUA?<br />
</strong><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Não tão diferente. As batalhas pelos direitos homossexuais estão acontecendo em todos os lugares. Algumas são mais intensas, dependendo da parte do mundo. No momento, casamento é um assunto quente nos EUA assim como em outros países. </span><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;">Eu realmente acredito que, em tempo, haverá mudanças mais significantes e drásticas no jeito como as coisas andam. A dúvida que tenho é se as pessoas que se agarram às tradições e velhos hábitos estarão aptas a acompanhar essas mudanças.</span></p>
<p><span style="font-size: 13px; line-height: 19px;"><br />
</span></p>
<p><strong>GET SHOT<br />
Onde: </strong>Matilha Cultural &#8212; Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo<br />
<strong>Quando: </strong>9/4 a 12/5<br />
<strong>Quanto: </strong>gratuito<br />
<strong>Info.: </strong><a href="http://agencialema11.newssender.com.br/registra_clique.php?id=H|543913|139853|35369&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.matilhacultural.com.br">www.matilhacultural.com.br</a></p>
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		<title>Amazônia por Mário de Andrade</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 22:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Exposição revela lado fotógrafo do escritor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-31164" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2013/03/amazonia-por-mario-de-andrade/mario3site/"><img class="size-full wp-image-31164 aligncenter" title="Divulgacao" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2013/03/mario3site.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a></p>
<p>Mais conhecido por seus feitos na seara literária, a faceta de etnógrafo e fotógrafo do poeta e romancista Mário de Andrade é explorada em mostra na CAIXA Cultural São Paulo.</p>
<p>Com curadoria assinada pela pesquisadora Adrienne Firmo, a exposição traz um recorte de 60 fotografias tiradas em 1927 pelo autor de <em>Paulicéia Desvairada </em>durante viagem ao Estado do Pará e ao Peru, com o intuito de revelar o universo do trabalho e do trabalhador distantes dos grandes centros urbanos do período.</p>
<p>Estão expostos registros de labores do campo com a cana, o café e o gado; de populações ribeirinhas no transporte de madeira e alimentos; dos mercados dos grupos urbanos e das trocas entre citadinos e indígenas.</p>
<p>Todas as fotografias são parte integrante do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Mário de Andrade: etnógrafo-fotógrafo-poeta<br />
</strong><strong>Onde: </strong>CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111, São Paulo (SP)<br />
<strong>Quando:</strong> 23/03 a 05/05<br />
<strong>Quanto:</strong> gratuito<br />
<strong>Info.: <a href="http://goo.gl/gmfva" target="_blank">http://goo.gl/gmfva</a></strong></p>
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		</item>
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		<title>A pé até Nova York</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2012 16:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Paulo Nazareth]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça Paulo Nazareth, artista vencedor do prêmio MASP e que inaugura exposição no museu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a rel="attachment wp-att-29699" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/a-pe-ate-nova-york/paulonazarethsite1/"><img class="size-full wp-image-29699 " title="paulonazarethsite1" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/paulonazarethsite1.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Obra sem título, da série Noticias de América, 2012</p></div>
<p><em>HELDER FERREIRA </em></p>
<p>Vencedor do prêmio MASP Mercedes-Benz de Artes Visuais 2012 na categoria artista emergente, Paulo Nazareth inaugura a mostra <em>Notícias de América</em>, na qual expõe o resultado de sua peregrinação pelas Américas.</p>
<p><strong>Pés sujos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Cacarecos, rótulos de água, tampinhas de garrafa, sabonetes de diversos hotéis e inúmeros cartazes e fotografias espalhados pela sala de exposição dos fundos da galeria Mendes Wood, em São Paulo, compõem as obras de Paulo Nazareth. O material é resultado dos seis meses e 15 dias que o artista plástico mineiro levou para ir, à pé e de carona, da cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, a Nova York, nos Estados Unidos, onde lavou os pés, pela primeira desde que partira de Minas Gerais, nas águas do Rio Hudson &#8211; “para deixar um pouco de poeira latino-americana por lá”, diz.</p>
<p>Paulo encontrou a reportagem da CULT descalço, trabalhando calmamente na montagem da exposição que seria aberta ao público dali a uma hora e meia. Maria Eugênia Abàtayguara, relações públicas da galeria, tentava apressá-lo: “Paulo, querido, nós temos pouco tempo”, repetia, aflita. Ele havia se atrasado devido a um pequeno contratempo:  uma visita ao bairro da Luz, à procura de descendentes de índios bolivianos para fotografar. “Queria mais uma foto para compor minha série sobre mestiçagem, mas não consegui encontrar ninguém”, lamenta.</p>
<div id="attachment_29700" class="wp-caption aligncenter" style="width: 447px"><a rel="attachment wp-att-29700" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/a-pe-ate-nova-york/tampinhas-helderferreira/"><img class="size-full wp-image-29700    " title="obra de Paulo Nazareth, foto Helder Ferreira" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/tampinhas.helderferreira.jpg" alt="" width="437" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das obras de Paulo Nazareth expostas na Mendes Wood</p></div>
<p>Durante sua cruzada pela América Latina, Paulo, que é descendente de negros, índios e europeus, se fotografou ao lado de pessoas nas quais julgava reconhecer alguma de suas características físicas. “Queria investigar essa relação da minha cara e a cara do outro. O que eu levo em meu rosto que tem o rosto do outro. O quanto eu sou indígena em relação ao outro”, diz, referindo-se à miscigenação étnica que vai além da cor da pele: “É uma mestiçagem que não é só de corpo, mas também da língua, da religião. Dessas coisas que se contaminam, se mesclam, se misturam”.</p>
<p>Passou, então, a enxergar com outros olhos as divisões geopolíticas do continente americano. “Essa viagem me fez pensar em nossas relações externas, o quanto devemos aprender com nosso vizinhos. Há muitas semelhanças entre todos os países, muitos problemas iguais, também, inclusive nos Estados Unidos. Meu conceito de pátria se expandiu muito”.</p>
<p>A visita à Miami, onde participou da maior feira de arte dos EUA – a Art Basel &#8211; só serviu para reforçar sua opinião a respeito da unidade americana, segundo ele. “Chegar a Miami foi como não sair da América Latina. Não importa o quanto alguns conservadores o neguem, a cidade já esta latinizada desde a chegada dos primeiros burgueses cubanos, que impuseram sua língua aos estadunidenses”, diz.</p>
<p>Foi o diálogo com as questões de nacionalidade que despertaram o interesse do colecionador de arte alemão Gunther Beckers – que mantém juntamente com sua esposa Anita uma galeria de arte em Frankfurt – na arte de Paulo. “Eu me interesso muito por fotografia e fiquei particularmente surpreso com o trabalho dele. Os objetivos de sua arte são extremamente políticos, como nos auto-retratos em que ele reclama seu direito às paisagens estado-unidenses”, declarou Beckers, referindo-se à série “Eu também tenho direito à esta paisagem”, na qual o artista se fotografou em frente às praias de Miami.</p>
<div id="attachment_29701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a rel="attachment wp-att-29701" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/a-pe-ate-nova-york/paulonazareth2/"><img class="size-full wp-image-29701 " title="paulonazareth2" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/paulonazareth2.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Outra fotografia sem título, tirada em 2011</p></div>
<p>Para o crítico e curador de arte Ricardo Sardenberg, autor de <em>Arte Contemporânea no Século XXI: 10 brasileiros no circuito internacional</em> (Ed. Capivara, 2011), o artista classifica-se como membro de uma geração pós-arte popular. Além disso, segundo ele, o trabalho de Paulo apresenta ironia.</p>
<p>“Ele tem como fundamento a peregrinação, o que traz uma conotação religiosa ao projeto. No entanto, também é irônico, pois a peregrinação sempre leva a algum lugar e, neste caso, levava aos EUA, centro principal da ‘religião’ capitalista, ao mesmo tempo em que Paulo propunha uma transformação nos temas centrais ao capitalismo moderno como nacionalismo e globalização, identidade, questões econômicas propriamente ditas, sobrevivência e exclusão”, diz.</p>
<p><strong>Passado e Futuro</strong></p>
<p>Antes de decidir ser artista, Paulo já trabalhara como jardineiro, empregado doméstico, vendedor de pipoca, padeiro, balconista, agente de saúde e até mesmo em um matadouro.  Juntou dinheiro para pagar o curso pré-vestibular e, dois anos depois de se formar no segundo grau, entrou no curso de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Uma vez graduado, foi estudar linguística e participou de diversas residências artísticas.</p>
<p>Agora, após vencer o  prêmio MASP 2012 na categoria de melhor artista emergente, o que possibilitou a exposição <em>Premium Bananas </em>na instituição, se prepara para integrar uma mostra na Casa de Vidro em 2013 e participar da Bienal de Lyon na França – mas não sem dar continuidade a mais um projeto arriscado: conhecer o continente africano. Todo ele. A pé (e de carona).</p>
<p><strong>Premium Bananas<br />
Onde:</strong> MASP – Av. Paulista, 1578, São Paulo (SP)<br />
<strong>Quando:</strong> 21/12 a 7/4<br />
<strong>Quanto:</strong> até R$ 15<br />
<strong>Info.:</strong> (11) 3251-5644, <a href="http://www.masp.art.br/" target="_blank">www.masp.art.br</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Anna Maria Maiolino inaugura exposição no MASP</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2012 20:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exclusivo do Site]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Maria Maiolino]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[MASP]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio MASP 2012]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Artista plástica fala à CULT sobre a retrospectiva de seus mais de 50 anos de carreira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>HELDER FERREIRA</em></p>
<div id="attachment_29662" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a rel="attachment wp-att-29662" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/anna-maria-maiolino-inaugura-exposicao-no-masp/anna/"><img class="size-full wp-image-29662 " title="anna" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/anna.jpg" alt="" width="472" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">A artista plástica Anna Maria Maiolino</p></div>
<p>Por uma pequena janela instalada em uma espécie de jaula vedada de madeira se escuta a voz de um homem*, entre desespero e choro, dizer incessante e repetidamente as palavras “botas”, “fuzis”, “escuro” e “não”. Intitulada “Estado de exceção<em>”</em>, a escultura-instalação dá a tônica da exposição que a artista plástica ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, 70, preparou para ocupar o mezanino do Museu de Arte de São Paulo (MASP), como resultado do prêmio MASP/Mercedes-Benz que recebeu em junho deste ano.</p>
<p>“Estamos vivendo um momento muito difícil, muito violento, na história da humanidade. São guerras no Oriente Médio, ataques, muitas mortes, muita violência, por isso eu quis utilizar essa temática da resistência à violência. Até porque eu acredito que toda arte é um tipo de resistência”, explica a artista, que selecionou – entre fotografias, filmes em Super-8, vídeos, sons e instalações &#8211; diversas de suas obras que versam sobre a repressão do período ditatorial. “Muitos desses trabalhos, dos anos 1970, continuam atuais, por isso os escolhi. E também nunca havia feito uma exposição exclusivamente com essas mídias que captam o instante”.</p>
<div id="attachment_29663" class="wp-caption alignleft" style="width: 289px"><a rel="attachment wp-att-29663" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/anna-maria-maiolino-inaugura-exposicao-no-masp/monumento/"><img class="size-full wp-image-29663     " title="monumento" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/monumento.jpg" alt="" width="279" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">A instalação &quot;Monumento à fome&quot; em sua montagem original, em 1978</p></div>
<p>Dentro desta temática, ela também selecionou a instalação “Monumento à fome”, composta por um saco de arroz e outro de feijão “enlutados” e depositados em cima de um pedestal negro coberto por uma toalha de renda da mesma cor, criada em 1978 para a exposição <em>Mitos vadios</em>, organizada pelo artista Helio Oiticica em protesto contra a Bienal daquele ano que tinha o tema “Mitos e Magia”. “Como é que a gente ia falar disso em pleno processo de abertura democrática, depois da longa noite negra que foi a ditadura militar?”, questionou.</p>
<p>Outro elemento recorrente ao longo dos mais de 50 anos da carreira de Maiolino não ficou de fora da retrospectiva – a figura do ovo está presente em, pelo menos, duas obras: uma colagem do quadro “Última Ceia”, do pintor renascentista Leonardo Da Vinci, na qual o pão é substituído pelo objeto, e na vídeo-arte em que duas pessoas rolam ovos entre si em uma mesa. “O ovo equivale à vida, ao mundo inteiro. Quem tem o ovo nas mãos, tem tudo ao mesmo tempo”.</p>
<p>Para Maiolino &#8211; que teve três meses para organizar a exposição, após participar, em junho, da prestigiada mostra de arte Documenta de Kassel, na Alemanha – todo novo projeto provoca ansiedade. “São aquelas mesmas palpitações de sempre, ainda que, na minha idade, a gente não se surpreenda mais com tanta coisa”.</p>
<p><strong>Onde:</strong> MASP – Av. Paulista, 1578, São Paulo (SP)<br />
<strong>Quando:</strong> 21/12 a 7/4<br />
<strong>Quanto:</strong> até R$ 15<br />
<strong>Info.:</strong> (11) 3251-5644, <a href="http://www.masp.art.br/" target="_blank">www.masp.art.br</a></p>
<p><em>*A voz é do artista e compositor Yuri de Franco, que gravou o áudio interpretando as quatro palavras escolhidas por Maiolino. “Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é dar créditos. Não poderia fazer nada disso sem ajuda de outros”, afirmou, categórica, durante a entrevista.</em></p>
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		<title>Autor de célebre foto de Sartre expõe em Fortaleza</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2012 18:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antanas sutkus]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[sartre]]></category>

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		<description><![CDATA[Mostra do fotógrafo lituano Antanas Sutkus reúne imagens da vida cotidiana na URSS; leia entrevista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-29499" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/autor-de-celebre-foto-de-sartre-expoe-em-fortaleza/sartre-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-29499" title="sartre" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/sartre.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a></p>
<p>Autor do célebre retrato do filósofo Jean-Paul Sartre caminhando nas areias da Lituânia, o fotógrafo Antanas Sutkus é o homenageado da exposição <em>Um olhar livre</em>, que chega a Fortaleza depois de ter passado por Belo Horizonte e Curitiba.</p>
<p>A mostra apresenta uma retrospectiva da carreira de Sutkus por meio de 120 imagens da União Soviética entre as décadas de 1950 e 1990.</p>
<p>Confira a seguir a entrevista que o fotógrafo concedeu à CULT em fevereiro deste ano, em que fala sobre a experiência de conhecer Sartre e a censura sofrida na Lituânia.</p>
<p><em><br />
Marília Kodic<br />
</em><br />
Quando tinha 1 ano de idade, seu pai se suicidou depois de sofrer intensa perseguição política. Em seguida, a mãe foi forçada a esconder-se e a criança passou a viver com seus avós. O ambiente político da Lituânia em que Antanas Sutkus cresceu era hostil, e a profissão de fotógrafo foi dificultada pela censura durante décadas.</p>
<p>Apesar disso, hoje, aos 72 anos, ele parece ser a antítese daquele cenário sinistro de sua juventude, algo que transparece em sua filosofia de vida: “Meu credo é amar as pessoas”. Ele é objeto da exposição <em>Antanas Sutkus: um Olhar Livre</em>, que reúne 120 de seus trabalhos no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e fica em cartaz até 20 de maio.</p>
<p>Em entrevista concedida por e-mail à CULT, Sutkus fala sobre sua infância no campo e também de seu ofício – sobretudo retratos em preto e branco de cidadãos lituanos comuns – e da censura que sofreu. Também explica a relação que mantém com cada indivíduo que retrata: “A fotografia é uma forma de penetração na alma humana e uma capacidade de compreendê-la”, diz.</p>
<p>Sutkus também descreve o momento em que fez uma de suas imagens mais conhecidas, a do filósofo Jean-Paul Sartre andando nas dunas de Nida, no sudoeste da Lituânia, em 1965. E explica por que não fotografa mais: “O ambiente social mudou, não posso ver meus heróis”.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">CULT – Como o interior da Lituânia o inspirou a começar a fotografar?</span></p>
<p><strong>Antanas Sutkus – </strong>A minha infância foi o meu professor na vida. Nada me influenciou mais do que aquilo que vivi até os meus 16 anos no interior da Lituânia. Cresci e fui educado pelos meus avós, porque a minha mãe teve de se esconder por razões políticas.</p>
<p>Na realidade, os melhores fotógrafos contemporâneos lituanos tiraram suas primeiras fotos no campo. Uma missão muito importante para o fotógrafo é capturar e preservar coisas que vão inevitavelmente desaparecer. Muitas coisas mudaram consideravelmente, e só podemos achar o antigo espírito do povo interiorano nas fotografias. Quando uma era termina, os traços de seu povo também se vão.</p>
<p><strong>Disse ter crescido com seus avós. O que houve com seus pais?</strong></p>
<p>Nasci na aldeia de Kluoniskiai, em Kaunas [segunda maior cidade da Lituânia]. Meu pai trabalhava num pântano; era um livre-pensador e apoiava os esquerdistas. Durante os primeiros cinco anos de ocupação soviética, o novo governo o envolveu em um processo de reestruturação política.</p>
<p>Contudo, ele nunca apoiou os comunistas, e as circunstâncias políticas o levaram a cometer suicídio. Eu tinha 1 ano de idade.</p>
<p>Em 1941, depois que os nazistas ocuparam a Lituânia, minha mãe me deixou com meus avós (ela precisava se esconder, por causa do meu pai). Não falavam comigo sobre meu pai e nunca me disseram por que minha mãe não podia morar conosco.</p>
<p>Nós a víamos ocasionalmente, mas eu sentia muito a falta do meu pai. Um pensamento doloroso me incomodava: se ele tinha se matado, não me amava. De qualquer modo, meus avós eram um alto exemplo da relação entre seres humanos, tolerância e sabedoria. Talvez seja por isso que eu conheça tão bem as pessoas simples e que elas sejam tão próximas a mim.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>É por isso que seu trabalho é focado nelas, em detrimento das personalidades destacadas pela propaganda soviética à época?</strong></p>
<p>Sim. No início, eu fotografava os artistas, pessoas famosas, porém depois deixei isso. Comecei a fotografar pessoas normais, camponeses, o povo lituano.</p>
<p>Pessoas famosas muitas vezes usam uma máscara e é difícil tirá-la. E, quando se quer fazer um bom retrato, isso é essencial. Assim, tento fotografar um camponês com o mesmo respeito com que faria se ele fosse um Prêmio Nobel.</p>
<p>Por exemplo, para mim, foi surpreendentemente fácil fotografar Sartre e Simone de Beauvoir.</p>
<table border="1" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><strong>A   foto célebre de Sartre, por Antanas Sutkus</strong></p>
<p>“Em julho de 1965, Sartre e Simone de   Beauvoir estavam em visita à Lituânia,  patrocinada pelo governo   soviético. O casal intelectual mais celebrado de Paris passou algum tempo   fazendo turismo, cercado de um grupo admirado de escritores, estudantes e as   inevitáveis autoridades de Moscou.</p>
<p>Durante um jantar oficial, Sartre   reparou em mim no meio da comitiva. ‘E então’, ele perguntou, presumindo que   eu era mais um escritor frustrado esperando por um fragmento de sabedoria,   ‘você trabalha com prosa ou poesia?’. ‘Na realidade’, respondi, ‘sou um   fotógrafo’. Eu tinha apenas 26 anos à época. Viajamos pela Lituânia por cinco   dias.</p>
<p>A foto foi absolutamente espontânea.   Ele não prestou atenção ao jovem rapaz com uma câmera. Depois, quando revelei   as fotografias e as enviei a ele, ele ficou satisfeito e as usou em diversas   publicações.</p>
<p>Sartre teve um profundo impacto em   mim, como personalidade. Comunicava-se muito democraticamente comigo. Era   inesperado para mim que Sartre, um dos meus gurus, o ganhador do Prêmio   Nobel, passasse tantas horas conversando comigo, apenas um rapaz jovem com   uma câmera.</p>
<p>Apesar disso, durante todo o tempo em   que esteve acompanhado por diversas pessoas, parecia ser alguém solitário. O   tempo todo estava ocupado consigo mesmo e seus pensamentos.”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como era o contato com as pessoas que fotografava?</strong></p>
<p>Se você tira um retrato de alguém, não é meramente um quadro, é um diálogo. Assim, durante esse contato, eu fotografo. Não gosto da sensação de paparazzi. Logo, as minhas melhores fotografias são de passeantes aleatórios, nas ruas da cidade ou no campo.</p>
<p>Trabalho usando meu subconsciente. Acho que o homem deve ser espiritualmente capaz de poder entrar em contato com outro homem, de enxergar sua alma; afinal, fotografar é um ato espontâneo.</p>
<p>Há um momento decisivo. Sempre estive com a minha câmera e, por isso, muitas vezes vivi esses momentos. Sempre confiei na minha intuição e trabalhei de forma absolutamente espontânea. Eu valorizo a fotografia pela penetração na alma do indivíduo. Meu credo é amar as pessoas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Por que o senhor não fotografa mais?</strong></p>
<p>Quando nasci, a fotografia celebrava seu 100º aniversário. Fotografei por 50 anos e agora não quero mais. O ambiente social mudou, não posso mais ver meus heróis. Passo a maior parte do tempo com meu arquivo de negativos.</p>
<p>De quando em quando, experimento a alegria de Fausto [personagem de Goethe]. Sou um homem recluso olhando para as fotografias de um tempo passado. Aqueles são os negativos de fotografias que não pude mostrar durante o regime soviético.</p>
<p><strong>O senhor sofreu censura durante o regime soviético?</strong></p>
<p>No campo, eu era livre para fazer o que quisesse. Mas, claro, tinha que ter cuidado com as milícias na cidade. Espaços públicos, exibições e a mídia estavam sob o controle da censura. Era proibido mostrar trabalhos psicológicos e imagens que pudessem perturbar a ordem social. Eram exigidos o otimismo e o patético.</p>
<p>Por exemplo, minha foto <em>O Pioneiro</em> ganhou o Prêmio Michelangelo d’Oro, na Itália, em 1970, e foi publicada na revista Sovetskoje Foto (Fotografia Soviética). Os leitores da publicação reclamaram ao Comitê Central de Moscou, chamando a foto de “mais um Soljenítsin [escritor russo que criticou o sistema de campos de trabalho forçados na União Soviética]”.</p>
<p>Meus colegas de Moscou me defenderam e explicaram que a foto não era perigosa para a sociedade. Depois dessa “avaliação”, parei de publicar meus trabalhos. Mantive tudo em negativos e comecei a revelar somente depois de 1990. Ainda tenho muitos negativos que nunca havia visto antes, aos quais só agora estou dando vida.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>E como o restante do mundo via a fotografia lituana?</strong></p>
<p>Em Riga [capital da Letônia, que faz fronteira com o país], não havia censura. Nós mandávamos as fotografias para lá e eles as enviavam às exposições no exterior, aos concursos. Dessa forma, participávamos do mundo fotográfico no exterior.</p>
<p>Quase todos os fotógrafos eram repreendidos por autoridades soviéticas por algum motivo e tínhamos que usar estratégias. Queríamos mostrar que não éramos a União Soviética. Porque, no Ocidente, chamavam os lituanos de russos! E, mesmo agora, por hábito, ainda dizem: “Ah, a Lituânia é Rússia!”.</p>
<p>Além disso, para nós, o importante não era mostrar a “ideologia nacional”. O importante era mostrar a mentalidade nacional.</p>
<p>Algumas de nossas exposições eram permitidas em qualquer lugar e outras da Lituânia]. Certa vez, enviamos nossas fotografias para uma mostra internacional em Praga e elas acabaram no escritório da KGB [serviço secreto da União Soviética], pois as autoridades consideravam que expunham o lado negro da sociedade.</p>
<p>Às vezes, dávamos às exposições um título aparentemente grandioso e positivo a fim de passar pela censura. Mas o que exibíamos de fato poderiam ser coisas totalmente diferentes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Em sua série de fotografias Pessoas da Lituânia, há uma seção dedicada ao gueto de Kaunas (criado pelos nazistas para conter os judeus lituanos da cidade). Por que decidiu fazer essa homenagem?</strong></p>
<p>Reconsiderei ali o problema do Holocausto, um dos mais dolorosos temas da história mundial. Sempre senti vergonha e culpa em relação ao que aconteceu atrás dos portões do gueto, entre 1941 e 1944. Cerca de 200 mil homens, mulheres, crianças e idosos foram assassinados a tiro ou jogados em campos de extermínio.</p>
<p>Então, em 1988, comecei a fotografar judeus de Kaunas que haviam milagrosamente escapado da morte. Essas pessoas me aceitaram calorosamente.</p>
<p><strong>Acredita que é papel do fotógrafo contribuir para melhorar a vida das pessoas?</strong></p>
<p>Eu gostaria que as pessoas, olhando minhas fotografias, sentissem alguma coisa, que algo movesse suas almas. A fotografia é uma crônica espiritual contemporânea – por exemplo, pelos meus retratos realizados entre os anos de 1960 e 1980, é possível definir o espírito da sociedade daquela época.</p>
<p>Então a fotografia é uma forma de penetração na alma humana e uma capacidade de compreendê-la. Além disso, é muito democrática – é uma grande ponte entre culturas, pois as pessoas são, ao mesmo tempo, muito parecidas e muito distintas. A fotografia permite que se conheçam melhor. E ela fala uma língua universal, não necessita de tradução. Todos a compreendem, do faxineiro ao ministro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como vê o uso da tecnologia digital na fotografia?</strong></p>
<p>Qualquer revolução técnica tem seu lado negativo. A fotografia digital é agora acessível a qualquer pessoa, e é possível fotografar o quanto quisermos e realizar impressões a preços acessíveis. Mas, com isso, perdeu- se a individualidade de cada fotógrafo, um não se diferencia do outro.</p>
<p>Há a possibilidade de tirar milhares de fotos sem responsabilidade, e não se pensa no que se faz. Quais são os valores da arte? Talento, individualidade, estilo próprio. Não sei qual será o futuro da fotografia digital. Eu acho que, dentro de cinco, dez anos, os rolos de filme poderão voltar à moda.</p>
<p><strong>Há algo no Brasil que o faria voltar a fotografar?</strong></p>
<p>É a primeira vez que visito seu país. Havia algumas músicas na minha infância sobre o Rio de Janeiro como uma cidade dos sonhos, onde as pessoas dançam, cantam, bebem bebidas exóticas, comem abacaxis e laranjas debaixo de palmeiras e avistam um oceano azul. É uma ideia de que o Rio vive somente no ritmo do Carnaval.</p>
<p>É paradoxal que eu tenha a oportunidade de visitar minha “terra dos sonhos” 60 anos depois, e sem tirar fotos. Contudo, tenho uma câmera comigo e espero recomeçar a tirá-las depois de tanto tempo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Antanas Sutkus: Um Olhar Livre<br />
Onde:</strong> Centro Cultural Correios – R. Senador Alencar, 38, Fortaleza (CE)<br />
<strong>Quando:</strong> 14/12 a 9/2<br />
<strong>Quanto:</strong> gratuito<br />
<strong>Info.:</strong> (85) 3255-7262</p>
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		<title>Gil 70 chega a São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 16:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exclusivo do Site]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Gilberto Gil]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Exposição celebra 70 anos de vida do cantor Gilberto Gil ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-29440" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/12/gil-70-chega-a-sao-paulo/gilsite/"><img class="aligncenter size-full wp-image-29440" title="gilsite" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/12/gilsite.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a></p>
<p>“A exposição não pretende ser um panorama da carreira do Gil”, ressalta o poeta e designer gráfico André Vallias, curador da exposição <em>GIL70</em>, que reúne 21 obras homenageando a trajetória do músico.</p>
<p>Inspirados nas revistas marginais da década de 1970, pinturas, grafites, vídeos, fotografias, esculturas e poesia visual fazem referência ou são dedicados às canções de Gil.</p>
<p>Ao todo, 25 artistas assinam as obras, entre eles Arnaldo Antunes, Ricardo Aleixo, Caetano Veloso e Augusto de Campos.</p>
<p><em><strong>Onde:</strong></em><strong><em> </em></strong><em>Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – São Paulo<br />
</em><em><strong>Quando:</strong></em><strong><em> </em></strong><em>12/12 a 17/02<br />
</em><em><em><strong>Quanto:</strong></em><strong> </strong><em>gratuito<br />
</em></em><em><em><strong>Info.:</strong></em><strong> </strong><em><a href="http://www.itaucultural.org.br">http://www.itaucultural.org.br</a></em></em></p>
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		<item>
		<title>Sobre mapas e poéticas</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Nov 2012 21:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura em Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Bella Geiger]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Salvador sedia exposição de Anna Bella Geiger]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a rel="attachment wp-att-29058" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/11/sobre-mapas-e-poeticas/historia-do-brasil-little-boys-girls-n-2-1975-29x24-cm_02/"><img class="aligncenter size-full wp-image-29058" title="Divulgação" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/11/História-do-Brasil-Little-boys-girls-n.2-1975-29x24-cm_02.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a></div>
<p>“Talvez eu tenha inventado o videoclipe sem saber”, brinca a artista plástica carioca Anna Bella Geiger, 79, que nos anos 1970 sonorizava suas obras de videoarte com canções de Chico Buarque. Em exposição de curadoria própria, ela reúne desenhos, pinturas, fotogravuras, serigrafias, esculturas, videoinstalações e objetos tridimensionais na tentativa de mapear sua trajetória artística, também permeada por bienais internacionais e prêmios como o que recebeu em 1982 da Fundação Guggenheim.</p>
<p>Dividida em três temas – territórios, situações e passagens –, a mostra tem entre seus destaques diversas obras cartográficas. “Os mapas podem ser belos ou estéticos, mas nunca deixam de ter suas intenções bem definidas. Eles são políticos e poéticos”, ela afirma.</p>
<p>A questão geográfica também se mostrou importante no posicionamento político de Geiger, que durante a década de 1970 boicotou as bienais de arte brasileiras por censurarem obras de cunho político ou erótico. “Nós lutávamos por uma bienal livre, aberta às diversas e verdadeiras representações do Brasil”.</p>
<p><strong>Onde: </strong>Centro Cultural Correios Salvador – Travessa Cruzeiro de São Francisco, 20, Salvador (BA)<br />
<strong>Quando:</strong> 22/11 a 05/01<br />
<strong>Quanto: </strong>gratuito<br />
<strong>Info.: </strong>www.circa2011.com.br</p>
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		<title>Degas pela poesia</title>
		<link>http://revistacult.uol.com.br/home/2012/11/degas-pela-poesia/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 18:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacaocult</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura em Movimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Teixeira Coelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Curitiba recebe exposição do artista francês ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-28920" href="http://revistacult.uol.com.br/home/2012/11/degas-pela-poesia/degasbailarina/"><img class="aligncenter size-full wp-image-28920" title="degasbailarina" src="http://revistacult.uol.com.br/home/wp-content/uploads/2012/11/degasbailarina.jpg" alt="" width="472" height="294" /></a> “Pretendo deixar de lado as questões da historicidade para propor a aproximação da obra de Degas pela poesia”, diz Teixeira Coelho. O curador-chefe do MASP é responsável pela mostra dedicada ao gravurista, pintor e escultor francês Edgar Degas (1834-1917) que é inaugurada este mês no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, como destaque da comemoração dos 10 anos da instituição.  Além de sublinhar a intenção poética por trás da exibição, Teixeira destaca o volume das obras que chegam ao sul do país. “É a oportunidade de mostrar ao público curitibano uma parcela exponencial da obra de Degas”, diz ele sobre as 73 peças fundidas em bronze, provenientes do acervo do MASP, que estarão expostas. Entre os destaques está a icônica “Bailarina de 14 anos” (1922).  <strong><em>Onde:</em></strong><em> Museu Oscar Niemeyer – R. Marechal Hermes, 999, Curitiba (PR) </em><strong><em>Quando:</em></strong><em> 10/11 a 24/02/2013 <strong>Quanto: </strong>R$ 2 e 4 </em><strong><em>Info.:</em></strong><em> <a href="http://www.museuoscarniemeyer.org.br">www.museuoscarniemeyer.org.br</a></em></p>
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