Maquiavel e o republicanismo

Mais do que formular um novo conceito de verdade, ele nos ensina a deixar de lado formas políticas imaginárias A história da recepção da obra de Maquiavel foi marcada, desde o século XVI, pela insistência de muitos intérpretes em descrever suas análises da política como exemplo acabado do cinismo e da amoralidade, convertidos em regra … Continue lendo “Maquiavel e o republicanismo”

Maquiavel, do diabo à ética

Hoje cada um de nós está na condição do príncipe de Maquiavel: mais livre do que nunca, mas também mais inseguro   Num dia de dezembro de 1513, um homem escreve a um amigo. Está no campo, banido. Foi preso e torturado. Mas não se queixa. Conta que passa o dia com os camponeses, gritando, jogando. … Continue lendo “Maquiavel, do diabo à ética”

A fragilidade absoluta

Se a modernidade trouxe para cada sujeito a tarefa intransferível de autoconstituição, a pós-modernidade tornou essa tarefa excessiva.   O fato é que caso queiramos circunscrever a pós-modernidade da perspectiva da globalização neoliberal, não será difícil identificá-la com a crise dos estados-nações, com o enfraquecimento de fronteiras e de distinções entre culturas aliado a uma … Continue lendo “A fragilidade absoluta”

O enigma compartilhado

A interpretação que Adorno fez de Kafka tem na leitura de Benjamin o seu duplo assumido, procurando interrogar asperezas, incongruências e imperfeições da obra do autor de O processo. “Por isso somos condenados a arrastar atrás de nós, do berço à sepultura, um Doppelgänger, um irmão mudo e sem rosto, que é todavia co-responsável pelas … Continue lendo “O enigma compartilhado”

As flores novas de Baudelaire

A poesia de Baudelaire combina em uma poética do contraste o rigor e a precisão dos formalistas com uma extrema valorização da imaginação romântica Nous voulons, tant ce feu [nous brûle le cerveau, Plonger au fond du gouffre, [Enfer ou Ciel, qu’importe? [Au fond de l’Inconnu pour [trouver du nouveau! (“Le Voyage”, As Flores do … Continue lendo “As flores novas de Baudelaire”

Vozes de Baudelaire na poesia francesa

Compreender a notável influência nas letras francesas da poesia múltipla de Baudelaire implica redefinir as linhas mestras de sua poética Na encruzilhada entre par­naso e simbolismo, ultra-romantismo e até mesmo um certo naturalismo, Baudelaire parece ter resumido as complexidades estéticas do século XIX. Pensar na presença das múltiplas vozes que tecem sua poesia na poesia … Continue lendo “Vozes de Baudelaire na poesia francesa”

Resistir às sereias

A análise do episódio das Sereias, da Odisséia de Homero, está no cerne do pensamento adorniano sobre o grande sistema de dominação social que constitui a Aufklärung.   Talvez não haja no livro em­blemático de Adorno e Horkhei­mer, Dialética do Esclarecimento, nenhuma passagem mais famosa do que sua releitura da Odisséia, em particular a retomada … Continue lendo “Resistir às sereias”

Crítica e rememoração

Há cem anos, no dia 11 de setembro, nascia Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno, o filósofo que articulou crítica do conhecimento, crítica social e crítica de arte em um pensamento expresso sob a forma errante do ensaio e escrito sob o impacto das catástrofes históricas do século XX. “A contemplação não-violenta, de onde vem toda a felicidade … Continue lendo “Crítica e rememoração”

O anatomista da palavra

Autor de uma obra freqüentemente comparada à do romancista francês Marcel Proust, Pedro Nava construiu, com sua prosa poética, ícones verbais que materializam o rumor da língua e a auscultação do corpo.   Pedro Nava tem ouvido de poeta e olho de pintor. Foi poeta bissexto, embora não seja de seus poemas que vou tratar … Continue lendo “O anatomista da palavra”

A via crucis do escritor gay

O autor do romance Trem fantasma, de temática homossexual, fala das dificuldades que um escritor gay enfrenta para conseguir editar suas obras, vencer a resistência dos livreiros e a má-vontade da crítica.  Carlos Hee  A pergunta que se faz, quando se analisa uma obra literária de temática homossexual, é: existe, no Brasil, uma literatura gay? … Continue lendo “A via crucis do escritor gay”





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