Limbo: uma viagem entre o real e a realidade

Uma viagem entre o real e a realidade Francisco Bosco O homem navegava na valeta. Seu sorriso beatífico assegurava que nada mais era necessário, mas seu amigo, de pé diante dele, instava: “Vem, vem, a felicidade está além, a dois passos, vem até a esquina da rua. Coragem, amigo, diz às tuas pernas que satisfaçam … Continue lendo “Limbo: uma viagem entre o real e a realidade”

Oscar Wilde e os direitos homossexuais

A condenação do escritor pela opção sexual está na raiz da luta antipreconceito   Quando Oscar Wilde irrompeu na cena intelectual e mundana da Londres dos anos 1880, o amor entre pessoas do mesmo sexo gerava uma vaga consciência social. Sua existência era mais conhecida por termos eufemísticos como “sodomia”, “pecado nefando”, “uranismo” ou “pederastia”. … Continue lendo “Oscar Wilde e os direitos homossexuais”

O cavalheiro do escândalo

“Quer saber o drama da minha vida?”, perguntou Oscar Wilde a André Gide. “O que coloquei na minha vida, foi o gênio; tudo que pus na minha obra foi o talento.” Hoje, embora Wilde seja lembrado como o homem que escandalizou a Inglaterra e meio mundo civilizado pela sua escancarada homossexualidade, sua reputação como escritor … Continue lendo “O cavalheiro do escândalo”

O sexto hino homérico: a Afrodite

O hino homérico descreve o que se passa com Afrodite assim que o mar lhe dá nascimento   O tema dessa composição, que muitos consideram um hino completo, e outros, um exórdio, é a descrição do nascimento de Afrodite a partir da espuma do mar (versos 3-4) e dos enfeites com os quais as Horas … Continue lendo “O sexto hino homérico: a Afrodite”

Mito e verdade: os deuses gregos em Walter Otto

Autor buscou a verdade dos mitos gregos além dos textos e imagens em que aparece   Qual é o estatuto dos mitos gregos em nosso mundo? O que chamamos de “mitologia grega” tem para nós o mesmo significado que qualquer outra? Impossível colocar essas questões sem entrar na arena de um grande debate. Os próprios … Continue lendo “Mito e verdade: os deuses gregos em Walter Otto”

O mito na tragédia grega

Da tradição oral, com inúmeras variantes, as muitas versões na verdade não são apenas versões, mas  sim o próprio mito   Quando compunham suas tragédias, os dramaturgos gregos normalmente tomavam os temas da tradição mitológica. A mitologia grega, contudo, não tinha um livro canônico: não havia um registro único, autorizado, “oficial” do mito. Não havia, … Continue lendo “O mito na tragédia grega”

Esse tal de cacaso

Armando Freitas Filho relembra Cacaso. Texto e desenho inéditos do poeta mineiro   Nunca fui amigo de Cacaso. Conhecia-o de debates sobre poesia, convidados que éramos por Heloisa Buarque de Hollanda (nossa Helô do coração) para bater boca com os alunos na antiga Faculdade de Letras, da Avenida Chile, no Rio, e, invariavelmente, as posições … Continue lendo “Esse tal de cacaso”

Por uma ontologia da canção: poema e letra

O espaço cultural da canção visto em três planos: teórico, cultural e contemporâneo   A relação entre poema e letra de música se triparte – pelo menos – em planos que podemos denominar assim: o teórico, o cultural e o contemporâneo. É claro que esses níveis se interpenetram, mas, para efeito de análise, podemos distingui-los, … Continue lendo “Por uma ontologia da canção: poema e letra”

Cinco pontas de uma estrela

Com uma linguagem inconfundível, cinco poetas se consomem entre o sujeito e a palavra concreta.   Percebeu o poeta John Ashbery que “Amanhã é fácil, mas hoje é inexplorado,/ Desolado, relutante como toda paisagem/ Em ceder as leis de perspectiva”. Precisamos de alguma distância para desembrulharmos as linhas de uma época e emergirmos de seu … Continue lendo “Cinco pontas de uma estrela”

O gesto teatral de Roland Barthes

A idéia de teatralidade transborda a noção habitual. Barthes vê teatro em toda parte.   A teatralidade acompanha cada momento do trabalho de Roland Barthes. É uma obsessão determinante e produtiva: produz os efeitos maiores de um pensamento tanto mais coerente quanto mais descontraído e divagante. Barthes não se interessou primeiro pela questão da teatralidade. … Continue lendo “O gesto teatral de Roland Barthes”





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