“Semana de 22 é a história de nosso século”

Historiador e jornalista debateram movimento

A Semana de Arte de 1922  foi tema da mesa de discussão composta pelo crítico de arte e historiador Francisco Alambert e pelo jornalista, autor de 1922 – A semana que não terminou, Marcos Augusto Gonçalves. A mediação ficou por conta de Silas Martí, repórter especializado em arte do caderno Ilustrada do jornal Folha de S.Paulo.

“A Semana de 22 nasceu para ser um mito; para ser criada e recriada; para ser sempre uma força transformadora”, declarou Alambert. Ele acredita que, devido a esta importância, o tema sempre ressurja em seus aniversários decenais.

Para Gonçalves, “a Semana de Arte Moderna foi se transformando em mito fundador mal explicado”.

Para ele, “tanto o modernismo quanto os projetos de pós-modernismo tinham o objetivo de inserir o Brasil no debate mundial”

Para Alambert, “a história da Semana é a historia do nosso século, de querermos saber quem somos e aonde vamos”. E conclui: “ A Semana ‘e muito velha e muito jovem ao mesmo tempo”.

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